Assassinos em Série Brasileiros
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Serial Killer de Goiânia – Tiago Henrique Gomes da Rocha

Tiago Henrique Gomes da Rocha matou mais de 20 pessoas

Serial Killer de Goiânia – Tiago Henrique Gomes da Rocha o Assassino em Série Brasileiro

Serial Killer de Goiânia, mais conhecido como Thiago Henrique Gomes da Rocha, deu muito trabalho a polícia de Goiânia-GO entre 2011 e 2014.

Entre janeiro e março de 2013,a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) da cidade de Goiânia recebeu duas cartas de um sujeito que se dizia um prolífico serial killer autonomeado “Facada”.

A Carta

“Cara polícia de Goiânia, venho através desta, comunicar a vocês que nos próximos tempos os senhores terão muito trabalho a fazer. Quem vos fala é um cidadão cujo único objetivo é matar. Serei direto: sou um assassino em série ou se preferir podem me chamar de serial killer, até agora matei apenas 11 pessoas, mas estou evoluindo muito bem. Matei de todas as formas, mas o meu método é esfaquear até a morte, e garanto a vocês que todos os casos não resolvidos de homicídio por esfaqueamento certamente fui eu. Não tentem me parar pois vou até o fim disso. Boa sorte à vocês!. Ass: Facada.”

Para uma cidade com um índice de criminalidade considerável, pouco tinha o que fazer a polícia na época a não ser descartar a mensagem como obra de algum doidinho querendo chamar atenção. A carta também trazia outra coisa esquisita estando datada de 2012, porém os investigadores só receberam elas em mãos quase um ano depois dela ser digitada.

Tiago Henrique Gomes da Rocha
Carta de – Tiago Henrique Gomes da Rocha

 

A morte raspa a placa no asfalto

A população de Goiânia passou boa parte de 2014 com medo. De janeiro até outubro, mais de 20 pessoas foram executadas em locais públicos, sem qualquer aviso ou explicação. A suspeita de ser um Serial Killer de Goiânia, não foi levantada pela polícia, mas sim por um áudio de Whatsapp que listava as mortes e dizia que o responsável era um motoqueiro de capacete e moto preta. Todas as vítimas foram encontradas ainda com seus objetos de valor, descartando a possibilidade de ser um latrocínio.

O áudio de Whatsapp dizia o seguinte sobre o Serial Killer:

“Tem um serial killer solto em Goiânia. E é serial killer mesmo. Ele tem uma moto preta e capacete preto. Em qualquer lugar, seja lugar que tem muitas mulheres, estabelecimentos, residências, enfim, ele aborda a pessoa na rua e pede o celular armado. Quando a menina vai dar o celular, ele atira na menina, ele não rouba e foge. Ele já matou 12 meninas aqui em Goiânia. Geralmente os ataques estão acontecendo no Jardim América, Sudoeste e na Nova Suíça.”

A primeira vítima de 2014 foi Bárbara Luíza Ribeiro Costa, uma estudante de 14 anos, executada com um tiro no peito quando esperava pelo avô em uma praça no Setor Lorena Park. No dia seguinte, Beatriz Cristina Oliveira Moura, de 23 anos, foi morta da mesma forma quando ia comprar pão. Dez dias depois, Arlete dos Anjos Carvalho, 16, foi alvejada e deixada na rua com todos seus itens de valor.

E assim esse misterioso motoqueiro matava livremente vítimas cujo único erro era estarem no lugar e hora errada. A maioria das mortes era de jovens mulheres de boa aparência, entre 14 a 54 anos e que não tinham nenhuma ligação entre si. A polícia chegou a desconsiderar que as mortes seriam cometidas por um assassino em série, mas o modus operandi idêntico em vários casos não deixava eles limarem a possibilidade.

Whatsapp

Foi em agosto que a polícia finalmente montou uma força-tarefa para solucionar as mortes do motociclista, após a estudante de 14 anos Ana Lídia Gomes ser executada à luz do dia enquanto esperava o ônibus próximo de casa. O crime gerou um forte clamor público e uma pressão gigante da imprensa. Por conta disso, 25 delegados, 95 agentes e 30 escrivães foram designados para investigar o que contabilizavam como 16 mortes até aquele momento.

A identificação do Serial Killer de Goiânia

A identificação do assassino era o maior desafio da polícia. Além do capacete que cobria o rosto, ele sabiamente usava motos roubadas ou com placas frias para cometer os crimes e também disfarçava a cor do tanque da moto usando uma capa preta. Cada vez que a polícia descobria uma moto era mais um beco sem saída. Para piorar, muitas vítimas pareciam ser escolhidas pelo acaso.

Em outubro, a polícia finalmente chegou na primeira pista que pudesse identificar o responsável pelas execuções por conta de uma tentativa de homicídio que deixou informações nas câmeras da rua, mas uma multa de trânsito cometida por um motociclista próximo ao local de uma das mortes também ajudou.

Andrei Chikatilo – O Açougueiro de Rostov | Serial Killer

A investigação foi um trabalho de formiguinha onde foram ouvidas 200 pessoas, analisadas 576 placas de veículos suspeitos e 50 mil fotografias de infrações de trânsito, além de mais de 300 horas de câmeras de segurança que passaram por processos de melhoramento de imagens, segundo o delegado Deusny Aparecido, coordenador da força-tarefa.

A prisão do Serial Killer de Goiânia

Em 16 de outubro de 2014, a polícia divulgou finalmente a captura de Tiago Gomes da Rocha, um vigilante noturno de 26 anos e responsável pelas mortes na cidade. Durante os interrogatórios, Tiago não só confessou a morte das vítimas que eram investigadas pela força-tarefa, como também disse ter matado gente desde 2011 e que as mulheres não foram suas primeiras vítimas.

Assim o Brasil descobriu um dos maiores assassinos em série da sua história.

Fonte: Vice / Escrito Por Marie Declercq

enDireitando – Comentário

Este homem tocou o terrou em Goiânia, matando pessoas a troco de nada. Em entrevista o mesmo exigiu dinheiro ao repórter Roberto Cabrini, para que ele falasse, o repórter não aceitou e o obrigou a falar mesmo assim, pois os mesmos já tinham acordado.

Vídeo recomendado: Canal Câmera Record

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